Médicos da Funsaúde Ceará relatam os desafios e a satisfação em atuar na rede pública

18 de outubro de 2022 - 14:04 # # # # #

Assessoria de Comunicação da Funsaúde
Texto: Eduarda Talicy
Fotos: Felipe Martins e Fátima Holanda


Sâmia Studart é reumatologista e coordenadora médica do Núcleo Interno de Regulação (NIR) do HGF

Ciência e empatia. Técnica e respeito. Dedicação e resiliência. O exercício da Medicina no Sistema Único de Saúde (SUS) exige mais do que se ensina na universidade. No dia 18 de outubro, data em que se comemora o Dia do Médico, a Fundação Regional de Saúde (Funsaúde Ceará) traz o relato de profissionais do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) Ceará.

Para a reumatologista e coordenadora médica do Núcleo Interno de Regulação (NIR) do HGF, Sâmia Studart, o atendimento na rede do SUS exige um cuidado que transpõe as paredes do consultório. “É neste propósito de integralidade que me fundamento e isso exige de mim um olhar ampliado”, relata. E completa: “Tenho que pensar que meu paciente muitas vezes vem de ônibus, de longe, e precisa resolver o máximo de coisas naquele momento. Tenho que me preocupar se a medicação que eu vou prescrever está disponível no posto ou na farmácia. Preciso adequar o cuidado à realidade daquela pessoa”.

De acordo com a médica, um dos principais desafios de atuar no maior hospital público da rede da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) é o volume de demandas e a quantidade de serviços oferecidos. “Ao mesmo tempo em que isso é um benefício, é também um desafio muito grande para a equipe que precisa atender a todos”, explica.

Hoje, o HGF é referência em procedimentos de alta complexidade, realizando transplantes, neurocirurgias e prestando assistência em acidente vascular cerebral (AVC) e outras patologias neurológicas. A unidade também é destaque em Oftalmologia, Ortopedia, Obstetrícia de alto risco, entre outros tratamentos clínicos especializados. Ao todo, são 33 especialidades e 64 subespecialidades.

Samu 192 Ceará

Jefferson Oliveira, médico coordenador da Macrorregional do Eusébio do Samu 192 Ceará, também enfatiza a importância da humanização no SUS. O profissional relata que o acolhimento e o olhar individualizado para cada paciente são fundamentais no cotidiano de atendimento. O serviço cobre 100% dos municípios do Estado, exceto a capital Fortaleza, onde é municipalizado.


Jefferson Oliveira enfatiza a importância da humanização no SUS

“No Samu, há o cenário cheio de adrenalina do ambiente de urgência e emergência que exige tomadas de decisões e atitudes rápidas, mas sempre buscando as melhores condições para enxergar o paciente como um todo, como integrante de uma família, para uma breve e possível recuperação e reinserção na sociedade”, explica.

Cuidando de quem cuida

O médico do trabalho da Funsaúde, Igor Almeida, tem um duplo desafio: cuidar de quem cuida. Empregado público, aprovado no concurso da Fundação, ele sabe o esforço exigido de quem assume o compromisso com a saúde pública: diversas horas de estudo e trabalho, muitas vezes em detrimento de momentos importantes com amigos e familiares, dedicadas à busca incessante da prevenção de doenças, da recuperação da saúde ou, pelo menos, do alívio no sofrimento do próximo.


O médico do trabalho, Igor Almeida, tem o duplo desafio de cuidar de quem cuida

“Neste contexto, como médico do Trabalho, poder contribuir com a saúde e o bem-estar dos profissionais que atuam incansavelmente para garantir e fortalecer os propósitos do SUS, incluindo meus nobres colegas de profissão e grandes mestres que me guiaram neste caminho, é, além de um bom desafio e uma grande satisfação, um dos principais propósitos da minha profissão”, afirma.