Sesa e Funsaúde recebem comissão de aprovados em concurso 

13 de maio de 2022 - 10:34

Texto e fotos: Silvia Bessa

Gestores responderam questionamentos e falaram sobre projeto. Início da convocação de aprovados foi adiado devido decreto que regulamenta as cotas em concursos públicos estaduais. Alteração, que aperfeiçoou regra de convocação e diminuiu risco de judicialização, foi publicada nesta quinta-feira, 12

A secretária executiva de Atenção à Saúde da Sesa, Tânia Mara Silva Coelho; o  diretor-presidente da Funsaúde, Manoel Pedro Guimarães; e a diretora de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Yara Senna, estiveram reunidos nesta quarta-feira, 11, com uma comissão de aprovados no concurso realizado pela fundação. Assessores parlamentares participaram do encontro, representando os deputados estaduais Renato Roseno (Psol) e Júlio César Filho (PT).   

O fisioterapeuta Pedro Almir Feitosa elogiou a iniciativa que muda o modelo de assistência nos serviços públicos de saúde e demonstrou o interesse dos aprovados em participar desse momento, oferecendo melhores condições de vida às pessoas, usuárias do SUS. Em nome do grupo, no entanto, ele questionou o adiamento da convocação prevista inicialmente para abril. O chamamento teve calendário revisto em razão de uma mudança no decreto que regulamenta a lei de cota racial em concursos públicos no Estado. O resultado final do processo seletivo para 6015 vagas, divididas em 184 cargos, foi homologado em 14 de março último. 

O médico Manoel Pedro explicou que o aperfeiçoamento da lei estava sendo feito pela Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado (Seplag) e em breve sairia em Diário Oficial. A publicação veio no dia seguinte, 12. Com base na nova regra, que entre outras vantagens diminui o risco de judicialização, as listas de convocação estão sendo elaboradas. 

“Importante é entender que estamos preparados para convocar, para iniciar a transição do modelo de atenção nos hospitais. Posso afirmar que há intenção e vontade política”, garantiu o diretor-presidente. Ele também justificou a mudança gradual da força de trabalho. Mensalmente entre 120 e 200 concursados entram no Hospital Geral de Fortaleza, em substituição a profissionais terceirizados ou cooperados. O ritmo da convocação precisa equilibrar a garantia da continuidade dos serviços, o desembolso financeiro e as necessidade do hospital, sem prejuízos à população. 

Tânia Mara defendeu a importância da fundação que aponta melhorias nas áreas financeira e assistencial.